"Eu falava que ia ser padre. Hoje, pro futuro, eu nem sei o que deve me esperar”
Esta frase foi dita pelo menino da postagem anterior há três anos.
Porquê será que ele não conseguiu? Quem foi que roubou seus sonhos e sua idade?
A única coisa que me consola é que, se tivesse conseguido ser padre, estaria vivo, mas teria incomodado menos o sistema – ou o crime é só o creme?
Descansa em paz, que a gente é quem deve continuar a luta.
“Todo o ódio a quem nos oprime.
Todo o ódio a quem nos odeia,
A quem nos rouba oportunidades
Depois nos joga nas cadeias”
Clã Nordestino
O nome do rei
Quem foi que roubou
a idade
de Felipe,
Edmarcos?
Quem foi que roubou tua idade,
Gustavo?
Quem foi que roubou a idade
de Fernando
- o Maloterson ?
Quem deixou tua mãe órfã?
De tantos meninos guardados,
a idade,
quem roubou?
Será que foi um soldado, desses
honrados
que erguem a espada e acabam com o mal?
Eram maus,
vocês?
Quem te roubaria a idade?
Algum reloginho usado
a mando do rei?
Cadê tua idade,
Hilário?
Cadê tua idade,
Henrique?
Esconde a tua,
Renato,
esconde a tua,
Aristides,
que seja relógio ou soldado,
a mando da honra ou a mando do rei,
no mangue, nos becos, nas celas,
procuram
por vocês.
Quem vai te roubar a idade?
segunda-feira, 30 de julho de 2007
domingo, 29 de julho de 2007
Saudades grande

Muita saudade ja sinto daquele menino de voz suave e muito respeitador.
Nunca o vi agredir ninguem, e quando chamado a atenção abaixava a cabeça.
Sinto tanta saudade,
Tanto ódio da Rota.
Que não prende, só Mata
Sempre forjando.
A Favela do Parque Bristol se mobilizou e lotou 3 onibus, varios carros e motos para ir ao enterro desses meninos.
Não tinham e foram buscar o que negam para nós.
O esporte Clube Favela Prestou hoje suas homenagens a ambos entrando todo de Preto na Partida.
Agressivos Jamais, Revide Jamais.
BiLu e DeDe descansem em PAZ.
Logo nos encontraremos.
Nunca o vi agredir ninguem, e quando chamado a atenção abaixava a cabeça.
Sinto tanta saudade,
Tanto ódio da Rota.
Que não prende, só Mata
Sempre forjando.
A Favela do Parque Bristol se mobilizou e lotou 3 onibus, varios carros e motos para ir ao enterro desses meninos.
Não tinham e foram buscar o que negam para nós.
O esporte Clube Favela Prestou hoje suas homenagens a ambos entrando todo de Preto na Partida.
Agressivos Jamais, Revide Jamais.
BiLu e DeDe descansem em PAZ.
Logo nos encontraremos.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
SOBRE CÃES E CADEADOS
As portas da cidade
tem zilhões de cadeados.
Um para cada madame
e seus cãezinhos de enfeite.
Porta de casa
é um só
para os seus representantes
tem zilhões de cadeados.
Um para cada madame
e seus cãezinhos de enfeite.
Porta de casa
é um só
para os seus representantes
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Oficina de MC's da Posse Enraizados SP

.jpg)
Oficina de MCs 22/07/07
A Oficina de MCs da Posse Enraizados SP teve inicio as 17:30 horas, quando colocamos o CD com a Musica Durma Com Os Anjos do grupo Produto da Rua para que as crianças pudessem ouvir e assim aprender melhor a letra.
Estiveram presente varias crianças, algumas novatas, que gostaram do teatro e pediram para participar também.
Logo após cantamos a letra em capela, assim observamos melhor o desempenho quanto o aprendizado da Letra.
Obs: as Crianças estão aprendendo rápido a musica, pois a letra e dividida em 3 partes compridas. Fiz questão que soltassem a voz, o mas alto possível, mas sem gritos. E assim aconteceu.
Foi notado que a 3° parte da letra é a que eles tem maior dificuldade em aprender, para isso fizemos um ditado, seguido de correção dos erros de português pelos oficineiros.
Treinamos a entrada da letra “Durma com os Anjos” em cima da base (instrumental) contando os compassos da base. Não demorou muito para que todos entrassem simultaneamente com a letra na base, ficando assim mas fácil os ensaios.
Teatro
Distribuímos entre as crianças os personagens da Peça Durma com os anjos.
Personagens:
Menino de rua – Willian
Panter – Souza
Kult – Wesley
Camelô – Rayane
Tiazinha - Leila
Figurantes – Restante
Treinamos varias vezes a peça, corrigindo os erros e cobrando dedicação na encenação.
As próprias crianças iam dando opinião sobre quem desenvolvia melhor o seu papel, e também apontando os erros.
A maioris concordou que faltava mas encenação(mas gestos).
Depois invertemos os personagens:
Menino de Rua – Diogo
Panter – Jenifer
Kult – Souza
Camelo – Pablo
Tiazinha – Milene
Figurantes - Restante
Falamos Sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Os seus direitos e deveres
“- Fazem campanhas na televisão, diz que o menor é Prioridade, Fizeram O ESTATUTO DA CRIANÇA na CONSTITUIÇÂO.
- Quem ?
- Aqueles que discriminam nossos pequenos irmãos e os tratam como lixo, na hora do voto a criança é o apelo, é o motivo, mas depois é queima de arquivo”.
Treinamos outras letras, e fizemos testes de raciocínio onde fazíamos perguntas sobre o Hip-Hop e sua historia e as crianças disputavam quem respondia mas rápido e certo.
Onde quem errava saia da brincadeira.
Finalizamos a oficina as 20 horas.
Presença: Souza, Jenifer, Willian, Leila, Rivaldo, Diogo, Wesley, Milene, Katren, Jonathan, Victor, Lucas, Pablo, Alexandre, Rayane e Lais.
Posse Enraizados SP
A Oficina de MCs da Posse Enraizados SP teve inicio as 17:30 horas, quando colocamos o CD com a Musica Durma Com Os Anjos do grupo Produto da Rua para que as crianças pudessem ouvir e assim aprender melhor a letra.
Estiveram presente varias crianças, algumas novatas, que gostaram do teatro e pediram para participar também.
Logo após cantamos a letra em capela, assim observamos melhor o desempenho quanto o aprendizado da Letra.
Obs: as Crianças estão aprendendo rápido a musica, pois a letra e dividida em 3 partes compridas. Fiz questão que soltassem a voz, o mas alto possível, mas sem gritos. E assim aconteceu.
Foi notado que a 3° parte da letra é a que eles tem maior dificuldade em aprender, para isso fizemos um ditado, seguido de correção dos erros de português pelos oficineiros.
Treinamos a entrada da letra “Durma com os Anjos” em cima da base (instrumental) contando os compassos da base. Não demorou muito para que todos entrassem simultaneamente com a letra na base, ficando assim mas fácil os ensaios.
Teatro
Distribuímos entre as crianças os personagens da Peça Durma com os anjos.
Personagens:
Menino de rua – Willian
Panter – Souza
Kult – Wesley
Camelô – Rayane
Tiazinha - Leila
Figurantes – Restante
Treinamos varias vezes a peça, corrigindo os erros e cobrando dedicação na encenação.
As próprias crianças iam dando opinião sobre quem desenvolvia melhor o seu papel, e também apontando os erros.
A maioris concordou que faltava mas encenação(mas gestos).
Depois invertemos os personagens:
Menino de Rua – Diogo
Panter – Jenifer
Kult – Souza
Camelo – Pablo
Tiazinha – Milene
Figurantes - Restante
Falamos Sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Os seus direitos e deveres
“- Fazem campanhas na televisão, diz que o menor é Prioridade, Fizeram O ESTATUTO DA CRIANÇA na CONSTITUIÇÂO.
- Quem ?
- Aqueles que discriminam nossos pequenos irmãos e os tratam como lixo, na hora do voto a criança é o apelo, é o motivo, mas depois é queima de arquivo”.
Treinamos outras letras, e fizemos testes de raciocínio onde fazíamos perguntas sobre o Hip-Hop e sua historia e as crianças disputavam quem respondia mas rápido e certo.
Onde quem errava saia da brincadeira.
Finalizamos a oficina as 20 horas.
Presença: Souza, Jenifer, Willian, Leila, Rivaldo, Diogo, Wesley, Milene, Katren, Jonathan, Victor, Lucas, Pablo, Alexandre, Rayane e Lais.
Posse Enraizados SP
CACHORRO GRANDE em...
"DIFERENÇAS"
"Rico ganhou na justiça e não se fala mais nisso"
Caixa d´água é uma coisa interessante, né?
Num dia de muito calor, quando a gente sobe no telhado pra limpá-la, de repente se pega nadando. É cada mergulho de ponta! E cada apostada de corrida!
Como é útil uma caixa d’água num dia de muito calor!
Mas no inverno ela também é útil.
Lá em casa tem uma que é um jardim. Tem todo tipo de erva.
São 500 litros de pura floresta.
Já pensou se fosse de carne ou cerveja?
Rico num tem caixa d’água. Rico tem poço artesiano.
Rico num pode tranformar uma caixa d’água em jardim nem piscina.
Rico num precisa se preocupar com o gasto de água, pois ele tem sua própria água, seu próprio jardim e sua piscina – que é grandona, usa mais de 20 mil litros. Mas a água é dele mesmo!
Ou então, rouba do chão.
Ou então, ganha na justiça.
Então tá beleza, pois a justiça, como o próprio nome já diz, é justa.
Ou não.
Rico tem cerca elétrica que dá um puta tranco se você encostar nela. E acelera o coração.
Deve ser uma voltagem bem alta que ele paga por mês.
Ou então ele rouba do chão.
Outra coisa interessante é latinha de alumínio, que tem vida própria, num pára quieta num canto.
Todos a querem levar.
Quer dizer, o pobre, né?
Que por ser economicamente consciente não vacila. Recicla.
Cobre, então, é ouro. Tem gente que anda olhando pro chão à caça do dito cujo.
Rico num cata latinha, cobre, ferro véio, papelão.
Rico ganhou na justiça e não se fala mais nisso.
Ou então alguém tá mentindo.
Alguém tá com muita maldade pra cima de nós...
"Rico ganhou na justiça e não se fala mais nisso"
Caixa d´água é uma coisa interessante, né?
Num dia de muito calor, quando a gente sobe no telhado pra limpá-la, de repente se pega nadando. É cada mergulho de ponta! E cada apostada de corrida!
Como é útil uma caixa d’água num dia de muito calor!
Mas no inverno ela também é útil.
Lá em casa tem uma que é um jardim. Tem todo tipo de erva.
São 500 litros de pura floresta.
Já pensou se fosse de carne ou cerveja?
Rico num tem caixa d’água. Rico tem poço artesiano.
Rico num pode tranformar uma caixa d’água em jardim nem piscina.
Rico num precisa se preocupar com o gasto de água, pois ele tem sua própria água, seu próprio jardim e sua piscina – que é grandona, usa mais de 20 mil litros. Mas a água é dele mesmo!
Ou então, rouba do chão.
Ou então, ganha na justiça.
Então tá beleza, pois a justiça, como o próprio nome já diz, é justa.
Ou não.
Rico tem cerca elétrica que dá um puta tranco se você encostar nela. E acelera o coração.
Deve ser uma voltagem bem alta que ele paga por mês.
Ou então ele rouba do chão.
Outra coisa interessante é latinha de alumínio, que tem vida própria, num pára quieta num canto.
Todos a querem levar.
Quer dizer, o pobre, né?
Que por ser economicamente consciente não vacila. Recicla.
Cobre, então, é ouro. Tem gente que anda olhando pro chão à caça do dito cujo.
Rico num cata latinha, cobre, ferro véio, papelão.
Rico ganhou na justiça e não se fala mais nisso.
Ou então alguém tá mentindo.
Alguém tá com muita maldade pra cima de nós...
terça-feira, 24 de julho de 2007
PodeLevarPodeLevarPodeLevarPode
Aproveitem que a nossa biblioteca funciona de 2a a 6a, das 13às 17hs. Abaixo umtrecho do poema Morte e Vida Severina do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto em que "
APROXIMA-SE DO RETIRANTE O MORADOR DE UM DOS MOCAMBOS QUE EXISTEM ENTRE O CAIS E A ÁGUA DO RIO"
—— Seu José, mestre carpina,
que habita este lamaçal,
sabes me dizer se o rio
a esta altura dá vau? s
abe me dizer se é funda
esta água grossa e carnal?
—— Severino, retirante,
jamais o cruzei a nado
quando a maré está cheia
vejo passar muitos barcos,
barcaças, alvarengas,
muitas de grande calado.
—— Seu José, mestre carpina,
para cobrir corpo de homem
não é preciso muito água:
basta que chega o abdome,
basta que tenha fundura
igual à de sua fome.
—— Severino, retirante
pois não sei o que lhe conte
sempre que cruzo este rio
costumo tomar a ponte
quanto ao vazio do estômago,
se cruza quando se come.
—— Seu José, mestre carpina,
e quando ponte não há?
quando os vazios da fome
não se tem com que cruzar?
quando esses rios sem água
são grandes braços de mar?
—— Severino, retirante,
o meu amigo é bem moço
sei que a miséria é mar largo,
não é como qualquer poço:
mas sei que para cruzá-la
vale bem qualquer esforço.
—— Seu José, mestre carpina,
e quando é fundo o perau?
quando a força que morreu
nem tem onde se enterrar,
por que ao puxão das águas
não é melhor se entregar?
—— Severino, retirante,
o mar de nossa conversa
precisa ser combatido,
sempre, de qualquer maneira,
porque senão ele alarga
e devasta a terra inteira.
—— Seu José, mestre carpina,
e em que nos faz diferença
que como frieira se alastre,
ou como rio na cheia,
se acabamos naufragados
num braço do mar miséria?
—— Severino, retirante,
muita diferença faz
entre lutar com as mãos
e abandoná-las para trás,
porque ao menos esse mar
não pode adiantar-se mais.
—— Seu José, mestre carpina,
e que diferença faz
que esse oceano vazio
cresça ou não seus cabedais
se nenhuma ponte mesmo
é de vencê-lo capaz?
—— Seu José, mestre carpina,
que lhe pergunte permita:
há muito no lamaçal
apodrece a sua vida?
e a vida que tem vivido
foi sempre comprada à vista?
—— Severino, retirante,
sou de Nazaré da Mata,
mas tanto lá como aqui
jamais me fiaram nada:
a vida de cada dia
cada dia hei de comprá-la.
—— Seu José, mestre carpina,
e que interesse, me diga,
há nessa vida a retalho
que é cada dia adquirida?
espera poder um dia
comprá-la em grandes partidas?
—— Severino, retirante,
não sei bem o que lhe diga:
não é que espere comprar
em grosso tais partidas,
mas o que compro a retalho
é, de qualquer forma, vida.
—— Seu José, mestre carpina,
que diferença faria
se em vez de continuar
tomasse a melhor saída:
a de saltar, numa noite,
fora da ponte e da vida?
Procurar na estante de poesia brasileira o autor: João Cabral de Melo Neto. Peguem o Livro Morte e Vida Severina e outros poemas para vozes ou então levem logo a obra completa!
Se não sabia o que levar, agora já sabe!
APROXIMA-SE DO RETIRANTE O MORADOR DE UM DOS MOCAMBOS QUE EXISTEM ENTRE O CAIS E A ÁGUA DO RIO"
—— Seu José, mestre carpina,
que habita este lamaçal,
sabes me dizer se o rio
a esta altura dá vau? s
abe me dizer se é funda
esta água grossa e carnal?
—— Severino, retirante,
jamais o cruzei a nado
quando a maré está cheia
vejo passar muitos barcos,
barcaças, alvarengas,
muitas de grande calado.
—— Seu José, mestre carpina,
para cobrir corpo de homem
não é preciso muito água:
basta que chega o abdome,
basta que tenha fundura
igual à de sua fome.
—— Severino, retirante
pois não sei o que lhe conte
sempre que cruzo este rio
costumo tomar a ponte
quanto ao vazio do estômago,
se cruza quando se come.
—— Seu José, mestre carpina,
e quando ponte não há?
quando os vazios da fome
não se tem com que cruzar?
quando esses rios sem água
são grandes braços de mar?
—— Severino, retirante,
o meu amigo é bem moço
sei que a miséria é mar largo,
não é como qualquer poço:
mas sei que para cruzá-la
vale bem qualquer esforço.
—— Seu José, mestre carpina,
e quando é fundo o perau?
quando a força que morreu
nem tem onde se enterrar,
por que ao puxão das águas
não é melhor se entregar?
—— Severino, retirante,
o mar de nossa conversa
precisa ser combatido,
sempre, de qualquer maneira,
porque senão ele alarga
e devasta a terra inteira.
—— Seu José, mestre carpina,
e em que nos faz diferença
que como frieira se alastre,
ou como rio na cheia,
se acabamos naufragados
num braço do mar miséria?
—— Severino, retirante,
muita diferença faz
entre lutar com as mãos
e abandoná-las para trás,
porque ao menos esse mar
não pode adiantar-se mais.
—— Seu José, mestre carpina,
e que diferença faz
que esse oceano vazio
cresça ou não seus cabedais
se nenhuma ponte mesmo
é de vencê-lo capaz?
—— Seu José, mestre carpina,
que lhe pergunte permita:
há muito no lamaçal
apodrece a sua vida?
e a vida que tem vivido
foi sempre comprada à vista?
—— Severino, retirante,
sou de Nazaré da Mata,
mas tanto lá como aqui
jamais me fiaram nada:
a vida de cada dia
cada dia hei de comprá-la.
—— Seu José, mestre carpina,
e que interesse, me diga,
há nessa vida a retalho
que é cada dia adquirida?
espera poder um dia
comprá-la em grandes partidas?
—— Severino, retirante,
não sei bem o que lhe diga:
não é que espere comprar
em grosso tais partidas,
mas o que compro a retalho
é, de qualquer forma, vida.
—— Seu José, mestre carpina,
que diferença faria
se em vez de continuar
tomasse a melhor saída:
a de saltar, numa noite,
fora da ponte e da vida?
Procurar na estante de poesia brasileira o autor: João Cabral de Melo Neto. Peguem o Livro Morte e Vida Severina e outros poemas para vozes ou então levem logo a obra completa!
Se não sabia o que levar, agora já sabe!
CINE FAVELA NO MALOCA
Cine Favela - 3a sessão. Filme: O Invasor.
É só Colar que é de graça, o filme e a pipoca
Org: suburbano convicto e nucleo cultural poder e revolução
Data: Domingo, Agosto 12, 2007
Hora: 11:00
Local: Espaço Cultural Maloca - Pq Bristol, Zona Sul de SP.
É só Colar que é de graça, o filme e a pipoca
Org: suburbano convicto e nucleo cultural poder e revolução
Data: Domingo, Agosto 12, 2007
Hora: 11:00
Local: Espaço Cultural Maloca - Pq Bristol, Zona Sul de SP.
sábado, 21 de julho de 2007
Homenagem a Zé Limeira Poeta do Absurdo
Eu fiz muita coisa no ano que vem
Criei minhoquinhas pra vender no bar
E umas lacraias ensinei a dançar
Pra se apresentarem no Bar Big Bem.
Dali muitas lesmas saíram, também,
Direto à escola para estudar
Elas queriam assim se formar
Em astros pra irem pro Estados Unidos
Dançarem na Broadway com Jackson unidos
Dançarem na Broadway com Jackson unidos
Depois regressarem pro fundo do mar.
Compadre Lemos: Ah, é?... Então toma essa:
Eu fiz um Martelo, no mar, em Sextilhas,
Eu fiz um Galope, em Dez Pés de Quadrão,
Usando da prosa, eu fiz um Moirão,
Casei Patativa com minhas três filhas!
Eu sou o autor dessas dez Maravilhas
Do Mundo Antigo que está pra chegar,
Eu fui ao Futuro só pra recordar
A História Passada que vem por aí,
Um porre eu tomei, com mel de jataí
E curo a ressaca no fundo do mar!*****************************************Eu juro!...*****************************************Compadre Lemos.
Terno: Vou tenta tambem,
Licença !Eu fiz da minha morte
Um banco de hora
Tirei o azar da sorte
E no deserto reguei a flora.
Não muito contente
Fiz o sol lacrimejar
A chuva cozinhou gente
Alagando o Ceara.
Não ha morte que mate
Nem vida na atmosfera
Eu monto em sombração
Benzendo a besta fera.
Henrique:
Agora o galope tem duzentos versos
Contando atras que vem lá da frente
Também quem mandou provocar o repente
Aqui eu proponho os poemas inversos
Que falam absurdos e mesmo reversos
Provocam alegria de tanto aclamar
Um tal Zé Limeira que vem reclamar
A ordem no verso que nasce maluco
É aí que eu gosto do canto do cuco
Que canta em galope na beira do mar
Comunidade Desafio de Cordel
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)

